Zona da Mata - Jovem Cria Plataforma Para Ensino de Línguas de Sinais Estrangeiros Em JF

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Jovem cria plataforma para ensino de línguas de sinais estrangeiros

Imagem: Reprodução/Divulgação 

A barreira de comunicação enfrentada por surdos ao viajar para o exterior está prestes a ser superada. Com apenas 20 anos, o jovem Caio Quintana, estudante de Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) , desenvolveu uma plataforma inovadora para o ensino de línguas de sinais estrangeiros , chamada Sign Link . A ferramenta tem como objetivo proporcionar autonomia e inclusão para a comunidade surda, facilitando a comunicação em viagens e intercâmbios internacionais.

Solução inovadora para acessibilidade de surdos

A ideia para a criação do Sign Link surgiu durante o Segundo Hackathon Temático-Brasileiro de EdTech , um evento que desafia jovens a desenvolver soluções tecnológicas para problemas educacionais. Durante o evento, Caio teve contato com um grupo de 75 estudantes surdos e descobriu a dificuldade que muitos enfrentam ao tentar aprender línguas de sinais estrangeiros. “Eles não sabiam nem por onde começar”, destacou Caio.

A falta de intérpretes alterada e a dificuldade de acesso a cursos específicos mostraram grandes barreiras para quem deseja estudar fora do país. Foi assim que nasceu o conceito da Sign Link: uma plataforma que permite que surdos aprendam, pratiquem e se comuniquem em línguas de sinais estrangeiros de forma independente.

Como funciona a plataforma Sign Link?

A Sign Link oferece uma trilha de aprendizado que inclui exercícios práticos, vídeos explicativos e imagens que facilitam a memorização dos sinais. Os usuários podem progredir do nível básico ao avançado, atingindo a fluência no idioma de forma gradual.

Outro diferencial é a possibilidade de fazer chamadas de vídeo para praticar com outros usuários , o que permite a interação e o aperfeiçoamento do aprendizado de forma colaborativa. Além disso, o aluno pode contar com um dicionário de sinais , que é atualizado com a contribuição da própria comunidade de usuários.

A plataforma ainda possui um centro de comunidade , onde os alunos podem compartilhar suas experiências e trocas de conhecimento. Para Caio, o objetivo não é apenas traduzir sinais, mas "conectar pessoas" .

Prêmios e reconhecimentos nacionais

O projeto de Caio Quintana ganhou destaque ao conquistar o 1º lugar no Prêmio Jovens Visionários , promovido pela seguradora Prudential do Brasil. O prêmio é uma iniciativa de apoio a jovens empreendedores de 14 a 25 anos que desenvolvem soluções de impacto social. A conquista garantiu ao Caio o valor de R$ 30 mil , que será investido no desenvolvimento e aprimoramento da plataforma.

O recurso será utilizado para contratar programadores, realizar melhorias na interface e disponibilizar a ferramenta nas principais lojas de aplicativos. “Esse prêmio veio em uma hora crucial”, afirmou o jovem, destacando a importância do suporte financeiro para a continuidade do projeto.

Conexões internacionais e expansão do projeto

O reconhecimento não parou por aí. Caio foi selecionado para participar do Start Fellowship , uma internacionalmente na Suíça. O programa oferece mentoria especializada em investimentos e gestão, possibilitando que jovens empreendedores aprimorem seus projetos.

Com essa experiência, o estudante pretende aprimorar ainda mais a Sign Link e garantir a expansão do projeto para novos mercados. Com o apoio do curso de Letras e Libras da UFJF, uma plataforma está sendo desenvolvida com uma abordagem mais humanizada, priorizando a eficiência no aprendizado e na experiência do usuário.

Impacto social e acessibilidade

A Sign Link tem potencial para revolucionar o ensino de línguas de sinais no Brasil e no mundo. A sua proposta vai além do ensino básico, pois busca a inclusão e autonomia dos surdos . Com a possibilidade de aprender e praticar línguas de sinais estrangeiros, muitos poderão fazer viagens e intercâmbios internacionais sem precisar realizar intérpretes.

Com o lançamento previsto para o meio de 2025, a expectativa é que a plataforma seja um marco na educação acessível e uma ferramenta necessária para a inclusão de surdos na sociedade global.

Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: O Tempo 

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